Levando a vida!


Hoje percebi que sempre antes de uma ventania forte o ar ao seu redor parece nem se mexer, que sempre antes de um tsuname o mar se recolhe de tal maneira que não se vê nem uma marolinha sequer e que antes de uma chuva de granizo o sol brilha radiante.
Certas coisa na vida são tão boas que nem parecem de verdade e as vezes coisas tão ruins fazem doer tanto que quase se perde a esperança. Isso me fez lembrar uma história, de um rei que desafiou um simples camponês a criar-lhe uma frase em que em tempos difíceis fizesse o rei feliz e que em tempos de alegria fizesse o rei ficar triste, o camponês sabia exatamente o que dizer ao rei pois sua vida era feita daquela maneira, e antes que o prazo dado ao camponês terminasse ele respondeu: "Tudo vai passar". A todo momento vejo e ouço pessoas reclamarem de suas vidas, se ao menos elas fossem mais pacientes, se pelo menos esperassem nem que seja um pouquinho, veriam seus esforços darem resultados. Mas pior que isso são as pessoas que pensam ter vidas tão perfeitas que se acham acima de outras sem saber que o dia de amanhã pode trazer uma nova realidade para sua vida, algo ruim, e quando acontecer talvez elas não saberão se reerguer. Existe uma música que diz: "Me diga que você abrirá seus olhos". Abra-os e veja tudo que esta acontecendo ao seu redor, o mundo gira, as coisas passam, tudo passa, talvez alguém mude sua vida hoje, e porquê não mudar a vida de alguém, olhar nos olhos e mostrar o que você pensa, é hora de viver cada dia como o único e se não for o melhor dia é porque o melhor ainda esta por vir. Se a neblina cobrir sua manhã , é porque o sol vai raiar na sua tarde.
Na vida se anda pra frente!!!

Crônica de Festa!


Numa festa de aniversário de criança tudo pode acontecer, desde bolo na cara do aniversariante, até a dentadura da tia-avó cair no balde de bebida.

E foi exatamente isso que acanteceu na festa de oito anos de Pedrinho.
Eram três horas da tarde de quinta-feira, o aniversário seria comemorado às cinco, dona Edna corria de um lado para o outro com os preparativos da festa. O bolo ainda não tinha chegado e os salgados estavam esfriando.
Os convidados começaram a chegar. Pedrinho estava impecável vestindo sua melhor roupa – foi uma luta vencida por dona Edna para fazê-lo tomar banho – seu Ricardo estava aflito, o bolo ainda não chegara, não dá pra entupir as crianças de cerveja na hora do parabéns!
Tia Ninota acabara de chegar, entregou o presente a mãe do aniversariante e foi direto à mesa de bebidas onde havia uma tigela de ponche de frutas, fez uma cara feia quando provou e percebeu que era sem álcool.
As crianças correm de um lado para o outro atrás do cachorro. A campanhia toca e o carregador entra no salão trazendo o bolo, ja não era sem tempo!, seu Ricardo fica aliviado, mal sabia que o cachorro corria exatamente na mesma direção do carregador. As crianças, eufóricas, se atropelavam para agarrar o rabo do dito cujo. A cadela espantada derruba o desavisado carregador, que por sua vez derruba o bolo na cabeça do aniversariante. O moleque sai correndo sem ver para onde ia com chocolate dos pés à cabeça. Este, então, esbarra na tia embriagada fazendo sua dentadura mergulhar no ponche que acabara de ser batizado pela própria.
Em contrapartida, o garoto desesperado, mete a cara na parede e cai desmaiado.
Um dia que tinha tudo para dar certo acaba numa sala de hospital, com o aniversariante enfaixado na cabeça, um bolo de padaria comprado a caminho do hospital e duas bexigas penduradas ao pé da cama.


By: Betides P. Souza Neto

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